Mulheres estão perdendo o direito de ir e vir, diz Amelinha ...

“Nós estamos perdendo o direito de ir e vir, esse direito fundamental que está lá na Constituição”. A declaração da jornalista e escritora Maria Amélia de Almeida Teles, militante feminista da União

de Mulheres de São Paulo, denuncia a insegurança gerada pela atual violência contra mulheres no país, especialmente no estado de São Paulo, que tem batido recordes de feminicídio.

Em 2025, o estado registrou o maior número de vítimas de feminicídio desde o início da série histórica, em 2018.

Foram 270 assassinatos contra mulheres por violência de gênero, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando foram 253 casos.  “Ficamos com medo de sair.

Estamos até fazendo grupos para sair, porque, sozinha, está difícil”, acrescentou. Amelinha, como é conhecida, participou, na última sexta-feira (6), da Audiência Pública Violência Doméstica e

Familiar contra a Mulher, realizada pela Promotoria de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica da Capital, do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Ela citou a pesquisa Viver nas Cidades: Mulheres, realizada em dez capitais brasileiras pelo Instituto Cidades Sustentáveis e pela Ipsos-Ipec.

O resultado mostrou que sete em cada dez mulheres relataram que já sofreram algum tipo de assédio moral ou sexual.  “Lembro que, há 20 anos, ─ a Lei Maria da Penha está fazendo 20 anos ─ a gente

falava assim: agora a mulher que denunciar, que procurar os serviços, não vai ser morta, porque vai ter proteção, tem medidas concretas para evitar essa morte”, relatou Amelinha.

No entanto, ela lamenta que esse não é o cenário atual no contexto da violência contra a mulher. Proteção insuficiente A ativista aponta que mesmo as mulheres que têm medidas protetivas deferidas

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