
No Rio de Janeiro, o Dia Internacional das Mulheres foi marcado por uma marcha na Praia de Copacabana.
Milhares de mulheres protestaram contra o feminicídio e as diversas formas de violência de gênero. Elas também exigiram mais orçamento para as políticas públicas voltadas à igualdade.
No carro de som, diversas representantes de coletivos feministas se revezaram na leitura do manifesto do movimento.
As reivindicações abordavam áreas diversas, como a criminalização dos grupos que promovem o ódio às mulheres, o aumento das licenças-maternidade e paternidade, a criação de linhas de crédito para
mulheres empreendedoras e de espaços educacionais inclusivos para crianças com deficiência ou neurodivergentes. Outra demanda bastante lembrada foi o fim da escala 6x1 de trabalho.
Fim da Violência Um grupo de pernaltas participou do ato em defesa dos direitos das mulheres neste 8 de março, no Rio de Janeiro.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Mas a tônica principal do protesto foi o fim da violência de gênero. Muitas participantes lembraram de casos recentes como a morte de Tainara Souza Santos, atropelada
por um ex-companheiro, e o estupro coletivo cometido contra uma adolescente, ocorrido na mesma Copacabana onde o ato ocorria.
Acompanhando o carro de som, as participantes cantaram uma paródia da música “Eu quero é botar meu bloco na rua” de Sérgio Sampaio: “Eu quero é andar sem medo nas ruas. Chega! Queremos viver!
Eu quero é ficar sem medo em casa. Chega! Queremos viver!” À frente da marcha, um grupo de pernaltas carregava uma faixa com a frase: “Juntas somos gigantes”.