Mulheres veem no Natal a data para deixar a saudade e unir a...

Atravessar um mar de cadeiras e esperar o tempo passar. Até o momento do embarque, os desafios da diarista Maria dos Navegantes, de 51 anos, moradora de Valparaíso de Goiás (GO), eram segurar a

ansiedade e organizar as duas caixas e três malas para a viagem.  Com o nome de batismo que faz jus aos seus desafios cotidianos de encarar as ondas de solidão e do dinheiro curto, Maria chegou cedo

à rodoviária de Brasília (DF), prestes a encarar os mais mais de 700 quilômetros por estrada até Frutal (MG), para passar o Natal com a filha, Gabriela, de 26, e as netas, Eloá, de 5 anos, e Isabela,

de 3.  As passagens de ida e volta custam mais de R$ 1 mil e não tornam viável viajar outras vezes durante o ano.

Mas foi possível transformar a saudade em pacotes que cabem no bagageiro do ônibus.   “Nas minhas caixas, o que mais tem são presentes que eu fui comprando para elas ao longo deste ano em que não nos

vimos. Não vejo a hora de abraçá-las. É o meu presente de Natal”, afirmou a diarista enquanto fazia as contas do tempo para beijar as meninas.    Diarista Maria dos Navegantes aguarda para embarcar

em Brasília Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Apego à família O zelo pelo feriado do Natal, que transforma terminais de passageiros em mares de gente, tem mais do que um aspecto religioso.

Segundo o levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva, essa é a principal data de encontro familiar no Brasil.

Cerca de 61% dos brasileiros dizem estar sempre com a família nessa ocasião, e outros 32% afirmam que isso acontece às vezes.

De acordo com o levantamento, as mulheres demonstram mais atenção a esses encontros familiares. Elas também relatam participação mais frequente em encontros familiares mensais, com 65% (enquanto que

Leia a Matéria Completa