
O Museu de Arte do Rio (MAR) traz ao público Beleza valente, primeira mostra individual no Brasil da artista visual sul-africana Zanele Muholi.
Apresentada pelo Instituto Moreira Salles (IMS) em São Paulo, a mostra está agora na capital fluminense, trazendo um panorama da produção de Muholi, com curadoria de Daniele Queiroz, Thyago Nogueira
e Ana Paula Vitorio. O título Beleza valente exalta que a beleza, na obra da artista, representa uma forma de luta e afirmação, em oposição à violência contra pessoas negras LGBTQIA+.
Na exposição, podem ser vistas mais de 100 obras que incluem fotografias e vídeos e traçam um panorama da carreira de Zanele Muholi, de 2002 até agora, documentando a comunidade negra LGBTQIA+ na
África do Sul e no mundo. Série série Somnyama Ngonyama. Foto: Zanele Muholi/Somnyama Ngonyama Há também obras inéditas feitas no Brasil em 2024, quando Muholi esteve em São Paulo e participou do
Festival ZUM, organizado pela revista de fotografia do IMS. Na ocasião, ela conheceu organizações e instituições LGBTQIA+, traçando um paralelo entre a história da luta por direitos no seu país e no
Brasil. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Para Muholi, que nasceu em 1972, em Umlazi, Durban, na África do Sul, durante o regime do apartheid no país, "arte e política são inseparáveis".
Uma das séries mais emblemáticas de Muholi é Somnyama Ngonyama que, em português, significa Salve, leoa negra!.
Iniciada em 2012, a obra permanece em desenvolvimento constante e presta homenagem à mãe da artista e a seus ancestrais.
Por meio de autorretratos realizados em diferentes cidades ao redor do mundo, a artista se representa utilizando objetos cotidianos, como cobertores e almofadas, que remetem a aspectos sociais e