“Nunca vai ser o suficiente”, diz Gagliasso de filmes sobre ...

O ator Bruno Gagliasso considera que o Brasil deveria fazer mais filmes sobre a ditadura militar (1964-1985).

Ele interpretou Honestino Guimarães no documentário-híbrido sobre o líder estudantil preso e assassinado em 1973,  Honestino, de Aurélio Michiles.

O longa estreia em 18 cidades brasileiras nesta quinta (13).  “Nunca vai ser o suficiente. Eu acho que quem fala isso (que o Brasil produz muito sobre ditadura) não vê o nosso cinema.

A gente faz de tudo. Esse período é (também) a nossa história”, afirmou após pergunta da Agência Brasil em coletiva de imprensa em Brasília (DF).

Equipe do filme Honestino, direcao de Aurélio Michiles. Com Bruno Gagliasso no elenco. Foto - João Pedro Carvalho Gagliasso disse que ficou satisfeito pelo convite em participar do longa porque

Honestino deveria ser mais conhecido por todas as gerações. “O Honestino está dentro de todo mundo que luta por justiça, igualdade e democracia.

Eu, como ator e ser humano, entrei de cabeça e de peito aberto por isso”, afirmou.  Produtor do filme, Nilson Rodrigues compara o Brasil a outros países que passaram por regimes ditatoriais na

América do Sul e fizeram mais obras sobre o tema. “Nós fizemos muito pouco. Se nós fizemos cerca de 30 filmes de ficção sobre a ditadura no Brasil, a Argentina fez mais de 100”.

O ator disse que se emocionou ao ouvir de familiares de Honestino que estava parecido com o estudante de geologia da Universidade de Brasília (UnB).

Honestino, que desapareceu com 26 anos de idade, defendia o ensino público e gratuito e foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).

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