
A produção de petróleo deve migrar de uma lógica de máxima exploração para o oposto: produzir o mínimo necessário durante a transição para energias mais limpas.
Essa é uma das principais sugestões enviadas por 161 organizações sociais que integram o Observatório do Clima para subsidiar o mapa do caminho para uma transição energética justa e
planejada, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2025. O documento conta com recomendações técnicas, de regulamentação e econômicas e foi elaborado para contirbuir com
os órgãos que estão desenhando o mapa do caminho. O prazo estabelecido para que a equipe ministerial do governo federal entregue ao Conselho Nacional de Política Energética o planejamento termina no
dia 6 de fevereiro. “Um mapa do caminho justo e inclusivo reduz riscos no curto prazo, amplia oportunidades de crescimento sustentável no longo prazo e representa uma escolha econômica racional para
o Brasil”, explica o especialista em conservação da organização social WWF-Brasil, Ricardo Fujii. De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, esse primeiro documento
já está sendo elaborado e tratará inicialmente das diretrizes e bases para o Mapa do Caminho. Com base em um estudo publicado em 2024, as recomendações das organizações sociais foram organizadas em
três blocos: diretrizes de política energética e transição; governança e institucionalidade; orçamento, financiamento e fundamentos econômicos.
A substituição de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural, por geração de energia limpa e renovável, como a solar e a eólica, é uma das principais medidas apontadas por
especialistas como necessárias para frear o aquecimento global causado por atividades humanas que emitem gases poluentes na atmosfera.