
A organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) divulgou nota na madrugada desta quinta-feira (12) manifestando indignação com a absolvição de dois policiais militares
acusados de matar o adolescente Thiago Menezes Flausino, aos 13 anos, com tiros de fuzil. O crime ocorreu em agosto de 2023, na Cidade de Deus, zona sudoeste do Rio de Janeiro.
A organização também condenou o desvio do foco, durante o julgamento, ao tratar Thiago como criminoso em vez de vítima da violência policial: "Em vez de se concentrar nas circunstâncias da morte e
na conduta dos acusados, houve reiteradas tentativas de questionar a vida e a memória de Thiago, associando sua imagem à criminalidade como forma de justificar sua execução." "Questionar a trajetória
de Thiago não contribui para a Justiça; ao contrário, perpetua a violência e atinge seu direito à memória e à dignidade", completa a nota.
Na noite desta quarta-feira (11), os jurados decidiram, por maioria, absolver Aslan Wagner Ribeiro de Faria e Diego Pereira Leal que à época do crime serviam no Batalhão de Choque.
"A absolvição dos policiais militares representa uma derrota na luta por justiça, memória e reparação", diz a ONG, ao manifestar solidariedade com a família de Thiago. >> Siga o canal da Agência
Brasil no WhatsApp Para a Anistia Internacional, a história de Thiago é o retrato de uma realidade que atinge de forma desproporcional crianças e jovens negros no país, em um contexto de política de
segurança pública marcado por "práticas violentas e racistas". "É urgente interromper a lógica de militarização e a narrativa de 'guerra às drogas', além de garantir a responsabilização criminal,
administrativa e cível de todos os agentes do Estado envolvidos em operações letais." Crime Thiago Menezes estava na garupa de uma moto que era pilotada por Marcos Vinicius de Sousa Queiroz, quando