
A Ilha de Maré, um bairro que se estende por uma das ilhas da Baía de Todos-os-Santos, em Salvador, foi terreno para um projeto de desenvolvimento sustentável que beneficiou cerca de 4 mil moradores
em 12 comunidades, sendo seis delas reconhecidas como quilombolas. O projeto, chamado Planos de Bairro, e capitaneado pela Prefeitura de Salvador, buscou a integração de líderes comunitários, poder
público, universidades e organizações locais em um processo de diagnóstico e planejamento. A iniciativa buscou enfrentar desigualdades sociais e propor soluções para o desenvolvimento da região.
A pescadora quilombola Marizélia Lopes, moradora da Ilha de Maré, enfatiza a relação entre a natureza e a atividade econômica dela.
Plano da ilha de Maré buscou a integração de líderes comunitários, poder público, universidades e organizações locais - Foto: Nilton Sousa/Prefeitura de Salvador “A gente não enxerga a natureza só
como um espaço de exploração, a gente tem uma relação, a gente não consegue desassociar o que é natureza da gente, da vida da gente. Então a gente é a natureza, né?”, diz.
Seleção de soluções O exemplo baiano é um dos 16 projetos que fazem parte de uma seleção elaborada por uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa da Organização das Nações Unidas para os
Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). A ideia é que os projetos sirvam de inspiração para outros países em desenvolvimento, o chamado Sul Global.
Outra iniciativa selecionada é desenvolvida no Recife e representa uma solução baseada na natureza. São os Jardins Filtrantes no Parque do Caiara.
Executado pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (Aries), uma associação vinculada à Prefeitura do Recife, o projeto inclui a implantação de um sistema de jardins filtrantes na foz do Riacho