
A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ), após seis meses da Operação Contenção, ainda não teve acesso às imagens das câmeras corporais dos militares e aos laudos periciais do dia do
ocorrido. Desde o início da operação, considerada a mais letal da história da capital fluminense, com 122 mortos, a DPRJ acompanha o caso e vem buscando acesso aos elementos que possam permitir a
reconstrução dos fatos. Para o coordenador de Defesa Criminal do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da DPRJ, Marcos Paulo Dutra, a principal marca dessa ação é a ausência de respostas sobre o que
ocorreu na mata, justamente onde se concentram as mortes. “O que é fundamental verificar é o que aconteceu na mata, porque foi ali que houve as mortes.
E, até o presente momento, rigorosamente nada foi apresentado que possa validar ou desacreditar a versão policial.” De acordo com o defensor público, mesmo após determinações no âmbito da Arguição de
Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, a chamada ADPF das Favelas, persistem obstáculos para que haja controle e apuração da atividade policial naquele momento.
Câmeras corporais usadas por tropas do Rio após determinação do STF - Philippe Lima/Governo do Rio Em manifestação recente, a Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o material
encaminhado pelo estado do Rio apresentava inconsistências técnicas que inviabilizaram a perícia. Entre os problemas apontados estavam a impossibilidade de download das imagens, a ausência de
mecanismos técnicos para validação do material digital e inconsistências que impediram sua utilização como prova pericial. “O material encaminhado foi considerado inconsistente.
As imagens das câmeras portáteis da Polícia Militar não foram apresentas, apenas da polícia civil. Circunstâncias que impedem análise técnica capaz de permitir a responsabilização por eventuais