
Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (12) em uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo, do Ministério Público de São Paulo(MPSP) e da Secretaria de Estado da Fazenda e Planejamento
contra uma organização chinesa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação apontou suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens por meio da atuação do grupo no comércio de
produtos eletrônicos. A Justiça autorizou, ao todo, o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão nos estados de São Paulo e Santa Catarina.
Um homem com histórico criminal ligado ao PCC e uma mulher considerada articuladora do esquema foram presos.
O terceiro mandado de prisão tinha como alvo um empresário chinês, que está na China e, portanto, não pode ser detido. Na operação, foram apreendidos também quatro carros de luxo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a força-tarefa mobilizou 100 policiais civis, 20 auditores fiscais da Receita Estadual e dois promotores de Justiça, em quatro endereços ligados ao
grupo investigado. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Plataforma para aumentar lucros Durante entrevista coletiva à imprensa realizada hoje, o delegado titular da 3ª Divisão de
Investigações Gerais (DIG), Fernando David, disse que chama atenção a participação direta do PCC no esquema "Existe uma torpeza, para algumas empresas, alguns empresários, de se conectar com o PCC,
que virou uma verdadeira plataforma de serviços para quem quer aumentar os lucros”, disse. As vendas de produtos eletrônicos eram realizadas pela plataforma principal do Knup no Brasil, mas os
pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada, que funcionavam como contas de passagem. Já as notas fiscais eram emitidas por outras empresas.