
A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na última segunda-feira (12), declaração política sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias.
Apesar de não ter caráter vinculante para os países-membros, o documento apela por maior cooperação no enfrentamento de futuras emergências sanitárias e foi comemorado pela Organização Mundial da
Saúde (OMS). O texto deveria ter sido adotado por consenso em uma reunião de alto nível realizada em 25 de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, o que não foi possível devido a objeções dos
Estados Unidos (EUA) e de outros países. A declaração política, divulgada nesta semana, contou com 153 votos a favor e apenas três contrários, dos EUA, Israel e Argentina.
Nova Zelândia e Paraguai se abstiveram. Um ponto importante, entretanto, permanece inconcluso: o anexo do Acordo de Pandemias da OMS, que trata de um sistema para que os países compartilhem amostras
e dados genéticos, além de vacinas, tratamentos e diagnósticos. As negociações esbarraram em impasses entre interesses de países em desenvolvimento, dos Estados Unidos e de nações de alta renda da
Europa. As conversas devem ser retomadas em maio do próximo ano, na Assembleia Mundial da Saúde. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou a importância de finalizar essas
negociações, para que o Acordo de Pandemias possa ser aberto à assinatura dos Estados-membros e ratificado como lei internacional. “O mundo avançou muito desde a covid-19.
Convocamos os países a cumprirem agora os compromissos que assumiram”, disse. Brasil Como membro da ONU, o Brasil deverá atender ao apelo da organização por maior cooperação no enfrentamento de
futuras emergências sanitárias. O país ainda vive as consequências dos graves erros cometidos pelo Poder Público na condução da resposta à pandemia de covid-19.