
A área do Parque da Serrinha do Paranoá, nova unidade de conservação autorizada pela governadora do Distrito Federal (DF), Celina Leão, não abrange a gleba de 716 hectares que foi incluída na lista
de imóveis dados como garantia de empréstimos para salvar o Banco de Brasília (BRB). Com isso, de acordo com a Associação Preserva Serrinha, os riscos ambientais a córregos e ao Cerrado nativo da
região, na zona norte de Brasília, permanecem. "São áreas diferentes. O novo parque corresponde a 65,9 hectares e não se sobrepõe à Gleba A, dada em garantia ao BRB, que é uma área muito maior, de
716 hectares. A governadora não criou o Parque da Serrinha que ela disse que iria criar", afirmou a diretora da entidade, Lúcia Mendes.
Segundo a diretora, que apresentou um mapa com as poligonais das duas áreas, o imóvel da chamada Gleba A segue sem a devida proteção e poderá ser transformado em área residencial para salvar o banco
estatal, alvo de um rombo milionário no caso Master. A criação da unidade de conservação foi formalizada por decreto publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta
terça-feira (7). Com área de 65,91 hectares, o parque foi criado, segundo o Governo do Distrito Federal (GDF), "para preservar recursos ambientais de relevância ecológica e paisagística, além de
permitir atividades como pesquisa científica, educação ambiental, turismo ecológico e recreação em contato com a natureza".
Área em amarelo representa a poligonal do Parque da Serrinha do Paranoá, enquanto a área em laranja abrange a Gleba A, trecho de Cerrado contínuo dado em garantia para salvar o BRB - Foto Associação
Preserva Serrinha/Divulgação Ainda de acordo com o GDF, a unidade "inclui áreas estratégicas para a conservação hídrica, como a cachoeira do córrego Urubu e sua piscina natural, além de trechos de