
O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras que têm dívidas como cartão de crédito e financiamentos alcançou 79,5% em janeiro, patamar mais alto já registrado, igualando recorde de
outubro passado. O dado faz parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e
Turismo (CNC). Por outro lado, a quantidade de famílias que não conseguiu pagar essas dívidas no prazo caiu pelo terceiro mês seguido.
Em dezembro, o nível de endividamento estava em 78,9%, enquanto, em janeiro no ano passado, abrangia 76,1% das famílias.
Ao analisar os dados de janeiro de 2026, percebe-se que o endividamento é mais presente em famílias que ganham até três salários mínimos, chegando a 82,5% delas.
Já nas com renda superior a dez salários mínimos, o indicador recua para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo é fixado em R$ 1.621.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Perfil da dívida O levantamento revela que o cartão de crédito é a forma de endividamento mais presente no endividamento das famílias: Cartão de crédito:
85,4% Carnês: 15,9% Crédito pessoal: 12,2% Financiamento de casa: 9,6% Financiamento de carro: 8,7% Crédito consignado: 6% Cheque especial: 3,4% Outras dívidas: 2,5% Cheque pré-datado: 0,3% A
pesquisa identificou que o comprometimento médio com as dívidas é de 7,2 meses ─ isso significa que esse é o tempo médio que falta para que as famílias quitem essas contas.
Já a parcela da renda gasta com as dívidas ocupa em média 29,7% do orçamento familiar, segundo a Peic.