Perfil mais conservador deve mudar agenda do Congresso, diz ...

Nas eleições de 2026, o crescimento da participação de partidos mais conservadores no Congresso Nacional e no governo dos estados foi interpretado como uma resposta do eleitorado sobre pautas do dia

a dia. A avaliação é do economista, doutor em ciência política e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jeferson Ramos dos Santos.

Professor Jeferson Ramos dos Santos avalia que o cenário permanece aberto e competitivo para 25 de outubro Foto: Jeferson Ramos/Arquivo pessoal Ele explica que as campanhas regionais priorizaram

temas como segurança pública, custo de vida, valores e família, que se consolidaram como pautas dominantes nas regiões onde foram eleitos senadores, deputados estaduais e federais e governadores. 

“Os temas foram bastante relevantes. É um recado muito claro do eleitorado, mas as temáticas não foram abordadas de forma adequada pelo governo federal”, avaliou o especialista ouvido pelo jornalismo

da Rádio Nacional. Críticas ao STF Para o economista, a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF)  pesou menos na hora do voto, ficando mais de lado nas disputas eleitorais.

“Embora tenha sido uma temática relevante, que saiu na mídia e deixou a imagem do Supremo um pouco comprometida, o STF não vai às urnas.

Por isso, o impacto eleitoral direto foi menor”, disse o analista. Apesar disso, o STF deve ser alvo das discussões legislativas no Senado Federal, com a nova configuração de maioria conservadora,

segundo Jeferson. “Nos próximos quatro anos, veremos o desenho institucional do Supremo sofrer algumas alterações, a extensão do poder individual de cada ministro e, eventualmente, até a limitação do

mandato [dos ministros da Suprema Corte]." Fim da escala 6x1 No Brasil, a pauta trabalhista mais discutida neste ano é o fim da escala 6x1, que tem votação prevista para esta semana, como confirmado

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