Pesquisador da Uerj defende monitoramento da trajetória de e...

A criação de grupos de trabalho para acompanhar os egressos da política de ação afirmativa na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) é um passo fundamental para avaliar a medida, afirmou o

sociólogo Luiz Augusto Campos. Um dos principais pesquisadores do campo, ele é um dos organizadores do livro Impacto das Cotas: Duas Décadas de Ação Afirmativa no Ensino Superior Brasileiro, que faz

um balanço detalhado da política e aponta desafios, como a permanência dos estudantes nas instituições. "A Lei de Cotas não é uma política fim", disse Campos.

"Ninguém sonha com uma utopia no mundo em que cada pessoa tenha a sua cota. Ela é uma política meio para diminuir desigualdades no mercado [de trabalho]", explicou o professor de sociologia e ciência

política no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp-Uerj). Na avaliação dele, se as cotas não tiverem impactos fora da universidade, significa que, como política pública, fracassaram.

"E a gente só sabe esses impactos fora da universidade a partir das trajetórias dos egressos", explicou.

Ele classifica a ação da Uerj, de montar grupos com ex-egressos, a ponta mais importante na análise da política.

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