Pesquisadores alertam para impacto da poluição do oceano por...

O aquecimento global está intensificando o processo de transformação do mercúrio em metilmercúrio, um tipo mais tóxico que se acumula na cadeia alimentar e pode atingir humanos por meio do consumo de

peixes. Atualmente, cerca de 230 mil toneladas de mercúrio estão espalhadas pelos oceanos e costumam permanecer no ambiente marinho por cerca de 300 anos.  Pesquisador Lars-Eric Heimbürger-Boavida,

do Instituto Mediterrâneo do Oceanografia, na Conferência Oceano do Amanhã. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Os dados foram apresentados nesta terça-feira (5) pelo químico Lars-Eric

Heimburger-Boavida, pesquisador do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS), da França. Ele participou das discussões sobre poluição marinha no primeiro dia da Reunião Magna de 2026 da

Academia Brasileira de Ciências (ABC), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Segundo ele, a boa notícia é que esses números foram revisados para baixo: antes se falava em concentração de até 100

milhões de toneladas e tempo de permanência de mais de 100 mil anos. Uma parte do mercúrio chega aos oceanos por fontes naturais, como atividade vulcânica e erosão de rochas compostas pelo metal.

A ação humana, porém, é a via principal, por meio da queima de combustíveis fósseis, mineração, produção industrial e desmatamento.

“Temos bastante embasamento científico e influência suficiente para tomar uma decisão política sobre este quadro.

Temos em vigor a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, cujo objetivo é reduzir nossa exposição ao mercúrio”, diz Lars-Eric. “Não podemos reduzir ou impedir que as bactérias produzam mercúrio.

A única coisa que podemos fazer é diminuir nossas emissões e esperarmos que, no futuro, haja menos mercúrio no meio ambiente. Porque temperaturas mais altas favorecem as bactérias.

Leia a Matéria Completa