
A Petrobras alcançou, no primeiro semestre de 2026, a maior margem de lucro em um grupo de grandes petroleiras internacionais, superando gigantes como a saudita Saudi Aramco e as americanas
ExxonMobil e Chevron. A constatação está em um estudo divulgado nesta quarta-feira (16) pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne sindicatos que representam mais de 105 mil trabalhadores
da indústria do petróleo. O levantamento é coordenado pelo economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), instituição de pesquisa
ligada ao movimento sindical. O estudo compara resultados financeiros de grandes petroleiras desde 2020. É a primeira vez em que a Petrobras alcança o topo do ranking de margem de lucro.
Margem x lucro Lucro é quanto dinheiro sobra para a empresa depois de descontados os custos, despesas e tributos.
Já a margem de lucro mede a eficiência da empresa ao mostrar qual proporção da receita (vendas totais, como combustíveis, óleo cru e derivados) realmente se transforma em lucro.
Por exemplo, se uma companhia tem uma margem líquida de 15%, significa que, para cada R$ 100 em vendas, R$ 15 sobram como lucro líquido para o negócio após todos os custos, despesas e tributos terem
sido pagos. No ranking do Dieese, a Petrobras aparece no topo, com margem de 29,15% no primeiro semestre de 2026. No período, a estatal brasileira teve lucro líquido de R$ 85,1 bilhões.
Confira a margem de lucro das grandes petroleiras acompanhadas pelo Dieese: Petrobras: 29,15% Saudi Aramco: 25,48% Chevron: 18,01% ExxonMobil: 16,33% BP (Reino Unido) 14,83% Equinor (Noruega) 12,84%
Shell (anglo-holandesa): 9,94% TotalEnergies (França): 9,44% De 2020 até 2025, a Saudi Aramco figurava como dona da maior margem de lucro.