PF: deputado Cezinha de Madureira negociava acesso a ministr...

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantou o sigilo da decisão em que autorizou a Polícia Federal (PF) a realizar buscas em endereços do deputado Cezinha de Madureira

(PL-RJ). O documento descreve as suspeitas de que o parlamentar prometia acesso e influência sobre ministros da Corte em troca de dinheiro.  Na decisão, Dino destacou a suspeita de que o deputado

“aparenta utilizar a ascendência de sua função parlamentar para incutir em terceiros a percepção de influência sobre magistrados de Tribunais Superiores”.

O congressista é investigado por tráfico de influência, corrupção e lavagem de dinheiro.  Em relatório parcial citado por Dino, a PF apresenta mensagens encontrada em celular de terceiros em que a

advogada Valéria Rodrigues Linhares, esposa do parlamentar, aparece negociando a influência dos deputados sobre ministros de tribunais superiores, incluindo do próprio Supremo.  As mensagens foram

encontradas no celular apreendido da advogada Mariângela Fialek, servidora da Câmara dos Deputados que é investigada pela PF como responsável pela liberação de emendas parlamentares do chamado

orçamento secreto – emendas ao orçamento do governo federal que não permitiam identificar o parlamentar responsável pela indicação nem o destinatário final dos recursos.  Em conversas extraídas de

seu celular, Mariângela negocia com Valéria contratos de honorários advocatícios em troca de que Cezinha de Madureira entre em contato e faça pedidos a ministros de tribunais superiores relacionadas

a causas específicas.  Nas conversas, são mencionados os ministro do STF Nunes Marques, André Mendonça e Gilmar Mendes.

A PF contudo, afirmou não haver nenhum elemento que indique “solicitação, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por integrante do Poder Judiciário”.  No relatório, os investigadores afirmam

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