
As plataformas de jogos online, como Discord e Roblox, que já estiveram no centro da polêmica por expor crianças e adolescentes a crimes, também podem abrir espaço para jovens se tornarem os próprios
criminosos. O alerta é de Sérgio Luiz Oliveira do Santos, delegado de repressão a crimes cibernéticos de Pernambuco e que pesquisa cibersegurança no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife
(CESAR). Segundo ele, o ambiente dos jogos online pode funcionar como uma incubadora para práticas de cibercrimes.
“Os jovens começam com tentativas de trapacear ou piratear jogos e podem evoluir para fraudes bancárias ou crimes mais graves”.
Dentro dos ambientes dos jogos há a venda de acessórios e habilidades virtuais, como forma de ampliar os lucros com entretenimento.
“Vendendo itens como poderes e coisas do tipo”, explica Bruno Vilela, 30 anos, usuário da plataforma Discord.
Ele ajuda com um exemplo: “No Counter Strike, que eu jogo, existem skins, que são artes que você pode trocar.
Por exemplo, você tem as arminhas do jogo e pode trocar as aparências normais delas por armas com estampas.
Algumas dessas estampas podem ter valores muito altos.” Bruno confirma que a tentativa de trapacear nos games é comum. “Tem quem aprenda a trapacear, a roubar esses itens dentro do jogo, através de
programação mesmo ou ao hackear as contas dos outros [usuários]”, diz. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Segundo Sérgio, ao dominar a tecnologia para burlar essas primeiras regras, o