
A Polícia Civil do Distrito Federal encerrou nesta terça-feira (1°) o inquérito aberto para investigar o caso da arma de fogo apreendida com um segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro. No mês
passado, a corporação começou a apurar o caso após o militar do Exército Estácio Leite da Silva Filho ter sido parado em uma blitz, em Brasília, com uma arma do ex-presidente.
Segundo o militar, o armamento seria levado para conserto. O delegado Thiago Boeing, responsável pelo caso, decidiu não indiciar Bolsonaro.
No entendimento do delegado, a arma pertence ao ex-presidente e está legalizada. Boeing também ressaltou que o ex-presidente não estava proibido de ter o armamento em sua residência, onde cumpre
prisão domiciliar pela condenação no processo da trama golpista. "Analisando os elementos probatório produzidos nos autos, constata-se que Jair Messias Bolsonaro possuía o registro válido da arma de
fogo, não havendo restrições conhecidas para que tivesse a arma regularmente registrada em sua residência.
É fato notório que foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sua residência e a arma de fogo não foi recolhida ou mesmo foi lançada restrição em seu registro.
Portanto, não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito", escreveu o delegado. Contudo, Boeing entendeu que Estácio Leite deve responder
pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. "Estácio Leite da Silva Filho possui o porte de arma de fogo para portar armas de fogo da Secretaria de Segurança e Coordenação
Presidencial, porém portava arma registrada em nome de terceiro, sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais do Estatuto do Desarmamento", completou.