
Andar pelo centro histórico do Recife é ver casarões construídos no século 17 e descobrir que eles abrigam salas climatizadas com mobiliário moderno, tecnologia de ponta e equipes trabalhando com
algoritmos de logística, segurança da informação, games, aplicações para inteligência artificial. A região abriga um dos principais pólos de inovação tecnológica do país, o Porto Digital.
São 475 empresas que geram mais de 21 mil postos de trabalho. De pequenas startups a gigantes multinacionais. “Cinco dos dez maiores negócios de tecnologia de informação do mundo, do ponto de vista
do volume de capital humano empregado, estão hoje no Porto Digital”, diz Silvio Meira, professor emérito da UFPE, que concebeu o Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR), e foi um dos
criadores do Porto Digital que completa 25 anos. Gigantes como as multinacionais Accenture e Deloitte e as recém-chegadas NTT Data, japonesa, e a francesa Capgemini tem endereço no quadrilátero do
tamanho de 42 campos de futebol, no centro da capital pernambucana. O engenheiro elétrico Eduardo Peixoto lembra do destino de quem resolvia se embrenhar pelo campo tecnológico no final do século
20 em Pernambuco: “Quando eu me formei não tinha nada. Então a fuga de talento era gigante. Eu mesmo cumpri o check list.