Pretexto para intervenção é inaceitável, diz Celso Amorim

Após os Estados Unidos (EUA) classificarem organizações narcotraficantes do Brasil como terroristas, o assessor especial da Presidência da República, embaixador Celso Amorim, afirmou que usar

“pretexto para intervenção é inaceitável”. Em viagem a Moscou, para encontro do Fórum Internacional de Segurança, o representante do governo brasileiro enfatizou que a cooperação internacional é

bem-vinda para combater o crime organizado, desde que ocorra sem violar a soberania dos países. “Crime organizado é um mal que tem que ser combatido.

Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas.

Pretexto para intervenção é inaceitável", disse o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp No discurso de abertura do Fórum Internacional, Amorim também abordou o tema da classificação de narcotraficantes em terroristas.

“O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Equiparar o crime organizado ao terrorismo, no entanto, não ajuda.

Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crime”, disse o embaixador.

O governo brasileiro tem rejeitado a equiparação do narcotráfico com terrorismo por, entre outros motivos, ser usado como pretexto para intervenções externas.  Especialistas em relações

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