Projeto mobiliza bibliotecas no combate à violência de gêner...

Entender as bibliotecas como um espaço para além do acesso à informação, mas também como um lugar de conscientização e desenvolvimento do pensamento crítico, é o que levou a pesquisadora Luciane

Cavalcante a criar o projeto Medeia.Info. Uma iniciativa de mediação cultural em bibliotecas, focada no enfrentamento a violência de gênero.  “A gente precisa entender que o acesso à informação tem

que também vir potencializado de ferramentas para estruturar essa informação para um uso. Então, por exemplo, eu posso colocar livros que falam sobre feminicídio, que falam sobre violência, mas o que

eu posso fazer de atividade dentro das bibliotecas?”, explicou a pesquisadora. Com formação em biblioteconomia, Luciane Cavalcante conta que atuou como docente nos programas de pós-graduação da

Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade Estadual de Londrina. Durante uma orientação, a pergunta de uma aluna sobre o papel das bibliotecas comunitárias no combate à violência de

gênero a provocou.  “Foi nessa parte que eu comecei a me envolver com os estudos de gênero e com os estudos feministas, com as perspectivas latino-americanas em relação a essa questão.

E, aí, eu comecei a envolver pesquisas para entender melhor o que as bibliotecas fazem em relação a isso”.  Bibliotecas escolares As ações do projeto Medeia.Info incluem palestras, cursos e debates

voltados a profissionais que atuam em bibliotecas e outros espaços culturais. A proposta é abordar como esses profissionais podem não apenas aprender a reconhecer as manifestações que compõem a

violência de gênero como também a conduzir ações de combate e conscientização a partir da cultura.  Entre os jovens em idade escolar do sexo masculino, a disseminação de termos misóginos,

popularizados na internet através de conteúdos masculinistas, vem ascendendo um alerta nas escolas. Essa ideologia, que prega a superioridade do homem dentro de uma “hierarquia social”, ganhou força

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