
O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, tem perfil psicológico com traços de perversidade e sente prazer em provocar sofrimento em crianças pequenas, afirmou nesta quarta-feira (27)
o médico psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro. O profissional é a primeira testemunha a ser ouvida no terceiro dia de julgamento do caso da morte do menino Henry Borel, de 4 anos, morto em março de
2021. “Consegui perceber padrão de abuso infantil. Tem padrão de perversidade em infligir dor em crianças”, disse o médico. Além de Jairinho, a mãe de Henry, Monique Medeiros, é ré pela morte.
De acordo com a polícia e o Ministério Público, a criança morreu após ser agredida por Jairinho, e a mãe teria sido omissa.
Formado pela Universidade de São Paulo (USP), Bernardon Ribeiro foi contratado pelo pai de Henry, Leniel Borel, para traçar o perfil psicológico dos réus do caso.
No júri, ele foi chamado pela promotoria de acusação. Leniel faz parte do júri como assistente de acusação.
Outras crianças vítimas Para traçar o perfil psicológico, Bernardon Ribeiro não teve contato direto com os réus, e analisou depoimentos, entrevistas concedidas por eles e conversou com pessoas que
conviveram com os dois. O psiquiatra relatou ter buscado informações com duas mulheres que tiveram relacionamentos com Dr. Jairinho e os filhos delas.
Uma delas, Natasha de Oliveira Machado, segundo Bernardon, era amante de Jairinho e manipulada com a promessa de noivado e casamento.
Ele relatou que a filha da mulher, de pouco mais de 3 anos na época, contou que teve o braço torcido pelo namorado da mãe e foi orientada por ele a dizer que tinha se machucado em uma aula de