
O segundo dia do 7º Simpósio da Rádio Nacional realizado na quinta-feira, 21 reuniu pesquisadores, gestores de acervo, especialistas em rádio digital e representantes de emissoras públicas e privadas
em torno de um debate urgente: como preservar a memória radiofônica brasileira e, ao mesmo tempo, projetar o rádio para o futuro digital.
Celebrando os 90 anos da Rádio Nacional, o encontro mostrou que o rádio continua vivo, reinventando-se entre plataformas digitais, inteligência artificial, podcasts, transmissão multiplataforma e
novos modelos de consumo de áudio. Ao longo das mesas “Memória, mercado e transformação digital”, os participantes destacaram que preservar acervos históricos é também garantir futuro, identidade
cultural e acesso democrático à informação. Na primeira mesa, “Importância histórica dos acervos das emissoras públicas e privadas: como preservar e ativar?”, o presidente do Museu da Imagem e do Som
do Rio de Janeiro (MIS-RJ), Cesar Miranda Ribeiro, destacou a dimensão histórica do acervo da Rádio Nacional e a relação direta da emissora com a formação do próprio museu.
“Eu considero que fora da Rádio Nacional é o maior acervo que se tem conosco lá desde a década de 70”, afirmou.
O presidente do MIS contextualizou a inauguração da nova sede do museu em Copacabana e lembrou que boa parte da memória cultural brasileira preservada pela instituição nasceu justamente da relação
com a Rádio Nacional. Segundo ele, o MIS possui atualmente mais de 53 mil itens doados, entre partituras, documentos iconográficos, acetatos e LPs.
“Isso é muito importante porque às vezes vem complementar a própria preservação que a Rádio Nacional faz do seu conteúdo”, destacou.