
“Eu bato samba de guitarra/ Eu gosto tanto de café/ Quanto de Coca-Cola... Existem sempre os dois lados da questão”, diz a letra de Tum Tum, um samba aparentemente improvável composto por Rita Lee e
pelo parceiro de vida e de música Roberto de Carvalho. A canção está registrada no álbum Santa Rita de Sampa (1997).
A cantora e compositora paulistana (1947-2023), batizada de Rainha do Rock no Brasil, é o enredo do Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel, que traz o título Rita
Lee, a padroeira da liberdade. >> Enredos das escolas de samba contam a história não oficial >> Conheça os enredos das escolas do Grupo Especial do Rio em 2026 >> Acompanhe a cobertura do carnaval na
Agência Brasil Se samba e rock podem parecer à primeira vista (ou audição) água e azeite, o convite a todos da Mocidade trata de deixar tudo bem misturado. “Chega mais, Rita.
Vem para o templo do samba fazer um monte de gente feliz. Bota esse povo para cantar tuas músicas de letras afiadas, irreverentes, bem-humoradas, divertidas. Alegremente carnavalescas.
Teu “rockcarnaval”. Baila. Como se baila na tribo. Desbaratina. Lança teu perfume na avenida”, roga a sinopse pela qual a escola apresentou o enredo à sua comunidade.
Segundo a Mocidade, Rita Lee foi um “sopro libertário” e seu “roque enrow” serviu como “um deboche lisérgico [alucinante] que refrescou e mudou a cena musical no país.” A veia disruptiva da
homenageada da escola de Padre Miguel deixa a agremiação em sintonia com as demais escolas de samba em desfiles que reverenciam quem quebrou barreiras e mudou paradigmas.
Ópera rock O samba não é um gênero musical de todo estranho à Rita Lee, como mostrou Tum tum. Antes dessa composição, ela gravou com João Gilberto Joujoux e Balangandãs, de Lamartine Babo.