Recursos precisam chegar a povos tradicionais, defende Fundo...

À frente da fundação filantrópica Fundo Brasil desde maio deste ano, a diretora executiva Allyne Andrade chegou à instituição para ajudar a repensar a luta por direitos humanos frente aos desafios

que agravam a desigualdade social no país.   Carioca de Realengo, na Zona Oeste, e com origem na política de cotas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Allyne é advogada, doutora,

especialista em Teoria Crítica e construiu a carreira em paralelo ao trabalho ativista no movimento social antirracista.

Em 2020, foi selecionada em um processo seletivo para ocupar o cargo de diretora executiva adjunta.  “Esse lugar me dá a oportunidade de juntar, de fazer pontes entre esses três mundos, o mundo

ativista, o acadêmico e o meu trabalho em si”, diz. Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, ela avalia a readequação das iniciativas de filantropia em defesa dos direitos humanos, em um momento de

crises globais. Criado pelos ativistas sociais Abdias do Nascimento, Margarida Genevois, Rose Muraro e Dom Pedro Casaldáliga, o Fundo Brasil é uma fundação independente, que surgiu com o objetivo de

financiar, por meio da filantropia, organizações da sociedade civil, protagonizadas por pessoas e comunidades diretamente afetadas por violações de direitos.

Confira os principais trechos da entrevista Agência Brasil: Você assumiu a diretoria em um momento em que o mundo enfrenta o desafio sem precedentes das mudanças climáticas, que agravam também

questões sociais. Eu queria saber como o Fundo Brasil tem trabalhado isso aqui no país? Allyne Andrade: Além de a crise climática afetar desigualmente populações mais pobres da periferia e em

comunidades tradicionais, vivemos um momento em que países importantes, poluidores, que agravam essa crise, decidiram não fazer parte das decisões e das negociações multilaterais.

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