Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes...

Moradora da capital fluminense, Nataly Saldanha conquistou o título de gestante nota 10 na unidade de saúde onde faz seu pré-natal, no centro do Rio de Janeiro.

Às 39 semanas de gestação, ela aguarda a chegada de Noely nos próximos dias e se orgulha de ter comparecido a todas as consultas e exames, de seguir à risca as orientações dos profissionais de saúde

e exibir a carteira de vacinação completa. "Eu sempre tive o hábito de me vacinar, quando comecei o pré-natal já coloquei minha carteirinha em dia.

Caso tenha alguma doença circulando, eu estou imune. E também me preocupo bastante com a minha bebê. Quero garantir que ela fique 100% saudável", explica.

A grávida Nataly Saldanha e a médica da família Catarina Jatobá durante atendimento na Clínica da Família, na região central do Rio - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Esse também é o pensamento

da analista de marketing Raissa Silva de Oliveira, que está com 34 semanas de gestação, à espera de Rafael. "Eu sempre tomei tudo quanto é vacina, porque eu acredito na ciência.

Desde o início do pré-natal, meu médico perguntou como estavam minhas vacinas, pediu para ver minha carteirinha e me orientou sobre as próximas que eu tinha que tomar", conta.

  A gestante Raissa de Oliveira fmantém a vacinação em dia durante a gravidez - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Infelizmente, nem todas as grávidas chegam ao parto protegidas como Nataly e

Raissa. Os índices oficiais do Ministério da Saúde, para todo o Brasil, revelam uma discrepância de cobertura entre os imunizantes e alguns números preocupantes (veja no quadro abaixo).

Em 2025, apenas 55% das grávidas se vacinaram contra a covid-19, e 63% contra a influenza (considerando dados das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste).

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