Rio Fashion Week mostra que carnaval também é alta-costura

Por dez anos a cidade do Rio de Janeiro ficou sem o mais importante evento do calendário da moda. Agora, em 2026, a Rio Fashion Week (RFW) volta com novidades.

Leva ao palco a mostra A Alta Costura do Carnaval, que fica em cartaz até sábado (18), na área de 750 m² do espaço Hub DW da Semana de Moda do Rio, no Píer Mauá, região portuária da capital.

Entre figurinos e adereços de cabeça, usados por nomes como Sabrina Sato, Xuxa, Anitta, Giovanna Lancellotti, Adriane Galisteu e Erika Januza, a exposição reúne 50 looks, além de 17 criações

mostradas em fotografias no formato de 5 x 6 metros, assinadas por Priscila Prade. Todas as peças são de autoria do renomado estilista Henrique Filho.

O projeto foi idealizado por Milton Cunha e a exposição tem curadoria do arquiteto e multiartista, Gringo Cardia.

“Para mim é uma honra, depois de tantos anos construindo o meu nome e mostrando o meu trabalho. Eu não teria condição financeira de fazer isso nunca. Está sendo um presente depois de uma certa idade.

Foi um presentão que Deus me deu”, disse o estilista em entrevista à Agência Brasil. E quem disse que os looks e fantasias de rainhas de baterias não podem ser considerados alta-costura?

Para o estilista, que trabalha com figurinos para o carnaval há 50 anos, a exposição que o público vai apreciar na Rio Fashion Week é "justiça que está sendo feita". “Com certeza.

É um orgulho muito grande para nós, que trabalhamos há muito anos com isso. Para mim, é um reconhecimento muito grande. Não tenho nem palavras”.

Henrique Filho destacou que os considerados "grandes costureiros de alta-costura" tinham uma produção mais contida, mas atualmente as coleções introduziram um tipo de roupa que se identifica com o

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