Rio registra em julho 34 tiroteios envolvendo facções crimin...

As disputas entre grupos armados se intensificaram durante o mês de julho deste ano na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Ao menos 34 tiroteios foram motivados por conflitos entre facções criminosas e milícias. O número indica que houve, em média, um tiroteio por dia envolvendo diferentes grupos armados, deixando 29

pessoas baleadas. O número é o maior registrado em 2026 e dobrou em relação a junho, quando foram registrados 16 tiroteios em disputas entre grupos armados.

Os bairros de Cordovil, Brás de Pina e Vigário Geral conviveram com 12 dias seguidos de disputas durante o mês de julho, segundo o relatório mensal do Instituto Fogo Cruzado.

A população do Rio convive há décadas com o domínio de grupos armados e os impactos causados por eles estão cada vez maiores, chegando à média de um tiroteio por dia em situações de disputas por

territórios. O coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Rio, Carlos Nhanga, diz que seja deixando as pessoas na linha de tiro, provocando vítimas de balas perdidas, ou afetando serviços

básicos como saúde, transporte e educação, essas disputas afetam direta e indiretamente a vida dos moradores.

"Combater o avanço dos grupos armados por meio de investigação, inteligência e sem colocar vidas em risco deve ser a prioridade do Estado”, acrescenta As operações policiais também chamaram a atenção

pelos impactos na região metropolitana. Ao todo, 92 dos 196 tiroteios ocorridos ao longo do mês foram motivados por ações e operações policiais, o que representa 47% do total acumulado.

Essas ocorrências deixaram 85 pessoas baleadas. Entre as vítimas, 32 morreram e 53 ficaram feridas. O número de baleados em ações policiais representa aumento de 39% em relação a julho de 2025,

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