
Durante as negociações para um acordo de paz, a Rússia lançou míssil hipersônico de médio alcance Oreshnik contra a Ucrânia em um ataque massivo de drones entre a noite dessa quinta-feira (8) e a
madrugada desta sexta-feira (9). É a segunda vez que Moscou lança esse projétil contra Kiev. O míssil Oreshnik pode chegar a dez vezes a velocidade do som e, inclusive, pode transportar ogivas
nucleares. O armamento é tido como uma das armas mais avançadas do país. O Ministério da Defesa russo disse que o lançamento do projétil foi uma resposta a uma suposta tentativa de drone ucraniano
de atacar uma das residências do presidente Vladimir Putin no mês passado, segundo informa a imprensa oficial russa. Kiev nega o ataque a umas das residências de Putin.
Esta foi a segunda vez que os russos usaram esse tipo de arma contra o país vizinho. O primeiro ataque com um míssil Oreshnik ocorreu no fim de 2024.
Os alvos teriam sido infraestruturas críticas na Ucrânia, segundo o governo russo, que acrescentou que foram utilizados drones de ataque, armamento terrestre e marítimo de alta precisão e longo
alcance. "Os alvos do ataque foram atingidos", disse em um comunicado, descrevendo os alvos como uma fábrica que produz drones usados no suposto ataque contra a residência de Putin, bem como
infraestrutura de energia. Míssil Nas redes sociais, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou que o seu país foi alvo do míssil Oreshnik, além de 22 mísseis de cruzeiro e outros 13
mísseis balísticos. O presidente ucraniano alega que prédios residenciais foram atingidos. Segundo ele, foram detectados o uso de 242 drones no ataque e, até o momento, confirmou-se quatro mortes
apenas na capital, Kiev, além de dezenas de feridos. “É necessária uma reação clara do mundo. Acima de tudo, dos Estados Unidos, cujos sinais a Rússia realmente leva em consideração.