
A violência contra animais gerou um debate no país nas últimas semanas, a partir do espancamento do cão comunitário Orelha por quatro adolescentes em Florianópolis (SC). A punição dos autores e a
banalização da violência estão no centro das discussões, assim como a prevenção, a ressocialização e as medidas educativas. A Agência Brasil procurou organizações não governamentais (ONGs) voltadas
ao apoio a animais abandonados ou vítimas de violência e a prefeitura de São Paulo, responsável por um dos maiores programas públicos de adoção e educação ambiental, para saber como o estímulo ao
contato e os cuidados com animais podem prevenir e interromper ciclos de violência. Adoção de pets na Casa Adote na Vila Madalena em parceria com o Instituto Ampara Animal e a ONG Encontrei um
Amigo - Foto Paulo Pinto/Agência Brasil O instituto Ampara Animal, que atua há 15 anos promovendo ações de cuidado, discussões públicas e apoio a abrigos e centros de adoção em todo o país, começará,
nos próximos dias, a campanha "Quebre o Elo", que chama a atenção para a gravidade da violência. A organização parte do pressuposto de que a violência com animais pode ser reflexo de outras às quais
o praticante está exposto, sejam direcionadas a si ou a pessoas de seu convívio. Além disso, é um importante indicador da possibilidade de outras violências, principalmente contra grupos mais
vulneráveis, como crianças, mulheres e idosos. "Temos que tentar ensinar saindo de uma visão e uma educação antropocêntricas.
A Ampara sempre entendeu que a educação é o caminho para transformar em melhor a vida dos animais, principalmente quando voltada a crianças e adolescentes.
Chamamos de 'educação humanitária em bem-estar animal' e entendemos como uma solução para criar uma sociedade mais empática, com menos violência e com maior respeito", explicou Rosângela Gerbara,