
A edição deste ano do Mind Summit, na capital paulista, nos dias 16 e 17 de setembro, dará ênfase a temas como o burnout.
Focado em saúde mental no mundo do trabalho, também inclui na programação, de modo inédito, treinamentos na área ao longo dos dois dias.
O principal mote da edição é evidenciar a indissociabilidade entre bem-estar mental e as atividades laborais. A psicóloga e economista Adriana Drulla, curadora do evento, explica que “um equívoco de
gestores, bastante comum, e que começa a ser desfeito na contemporaneidade, é propor que subordinados busquem atenuar emoções como o estresse usando soluções passageiras, caso das zonas de lazer com
mesas de pingue-pongue e fliperamas”. Nessas situações, pondera, os gestores transferem aos empregados e às empregadas a responsabilidade por resolver algo que, na realidade, é de âmbito
organizacional e social. “Isso faz com que as medidas sejam infrutíferas, por ignorar a esfera coletiva e não modificar a raiz dos adoecimentos, que são o fluxo acelerado e a divisão de trabalho e a
dinâmica das relações nos mais diversos níveis de hierarquia”, diz. "Todo o evento [Mind Summit] está construído em torno da tese de que se deve pensar na infraestrutura de performance.
Se você quer ter um negócio que performa bem, dá mais lucro, você precisa olhar para esse indicador", avalia a curadora. Um dos workshops oferecidos instruirá profissionais a melhorar o desenho do
trabalho em suas organizações, pensando no manejo de demandas e em consolidar rituais de gestão. "É um olhar extremamente novo para um tema que é falado há muito tempo, mas visto sob o ponto de
vista de benefício. Se você fala em bem-estar no trabalho, no que você pensa? Psicólogo, flexibilidade de home office, mindfulness [técnicas que condicionam a mente a privilegiar o momento presente],