
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforçou nesta quinta-feira (21) as orientações à rede estadual de saúde sobre fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de casos
suspeitos de ebola no estado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza quase 600 casos suspeitos e 139 mortes suspeitas por ebola em surtos registrados na República Democrática do Congo
(foto) e em Uganda, na África. Segundo a secretaria, o risco de a doença chegar ao Brasil é baixo em razão da ausência de transmissão local do vírus no continente sul-americano, a inexistência de
voos diretos entre a área afetada, no continente africano, e a América do Sul, e a forma de transmissão da doença, que ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de
pessoas sintomáticas contaminadas. Mesmo com o risco baixo, a pasta orientou que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com
circulação do vírus. “São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura.
Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e
atendimento oportuno de casos suspeitos”, disse a coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula.
Oficialmente, 51 casos foram confirmados em duas províncias ao norte da República Democrática do Congo, embora a própria OMS admita ter ciência de que a escala do surto na região é muito maior do que
os números apontam. A doença pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.