
O Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da capital fluminense, celebra centenário nesta quarta-feira (6).
A comemoração terá uma semana de atividades gratuitas abertas ao público. Autor do livro Palácio Tiradentes: arte e política no Brasil republicano, Douglas Liborio, doutorando em História Social pela
Universidade Federal Fluminense (UFF), lembra que 6 de maio também marca os 200 anos do surgimento do Parlamento brasileiro.
Liborio conta que o Palácio Tiradentes foi construído em quatro anos para ser a sede da Câmara dos Deputados.
O projeto é do arquiteto cearense Arquimedes Memória e do franco-suíço Francisco Cuchet e foi inaugurado em 1926 para celebrar o centenário do Poder Legislativo brasileiro.
Na época, eram 212 deputados. “A ideia era que o Palácio Tiradentes fosse a nação em miniatura, com cada espaço do prédio representando um estado da federação.
O plenário foi executado pelo estado de São Paulo, a sala da presidência foi feita por Minas Gerais, a sala da Comissão de Finanças foi executada pelo Rio Grande do Sul, o revestimento de mármore das
galerias foi doado pelo antigo estado do Rio de Janeiro”, conta o historiador. No início, o nome do prédio era Palácio da Câmara dos Deputados.
O nome Tiradentes veio dez anos depois, por conta do projeto de Lei nº 618 de 1936, de autoria do deputado paulista João Batista Gomes Ferraz.
Arquitetura De acordo com Liborio, a arquitetura do Palácio Tiradentes segue o padrão dos estilos históricos inspirados nos monumentos públicos europeus, como o monumento ao imperador Vitório