Senadores criticam falta de dados sobre socorro bilionário a...

Integrantes da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado criticaram nesta terça-feira (9) a falta de informações oficiais sobre a real situação financeira do Banco de Brasília (BRB).

A demora na divulgação do balanço financeiro de 2025 – que o banco estatal deveria ter apresentado até 31 de março – e a falta de clareza quanto ao tamanho do prejuízo decorrente das negociações com

o Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, motivaram os senadores a cobrar mais transparência. “Até agora, não sabemos qual o real tamanho do rombo do BRB e quanto roubaram do banco”, comentou o

presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), durante audiência pública na qual o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, assegurou que a instituição precisa de R$ 8,8 bilhões de

empréstimo. “Não entendo como o Supremo Tribunal Federal aprova um plano sem que o BRB publique o balanço de 2025. Como se faz um plano assim? Como ele é homologado?”, comentou Calheiros.

O acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a União, o Banco Central (BC) e o BRB permitiu que o GDF faça um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), uma

entidade privada, mantida com as contribuições obrigatórias de bancos públicos e privados. A operação contará com garantia de fiança oferecida por sindicato de bancos e contragarantia vinculada às

verbas do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), sem aval da União.

Com a medida, o GDF se compromete a implementar medidas legais para o controle de despesas públicas, o que, segundo os senadores, inclui a não realização de novos concursos públicos e a não concessão

de reajustes salariais para servidores públicos, entre outras ações de ajuste fiscal. Além disso, segundo o STF, eventuais recursos que o Distrito Federal receber por via judicial ou por acordos

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