
Ao lado de medalhões do carnaval como Império Serrano e Estácio de Sá, escolas de samba bem mais jovens estão na disputa do carnaval da Série Ouro do Rio de Janeiro e desfilam neste sábado (14).
A vitória vale uma vaga no Grupo Especial em 2027. Entre as "novinhas" está a União de Maricá, fundada em 2015.
A escola vai desfilar pela terceira vez na Série Ouro em 2026 e traz um carnavalesco de peso: Leandro Vieira, que foi campeão do grupo com a Império Serrano, em 2022, e já coleciona os títulos no
Grupo Especial: 2016 e 2019, com a Mangueira, e 2020, com a Imperatriz Leopoldinense. Na Maricá, o enredo deste ano será Berenguendéns e Balangandãs, uma ideia antiga que o carnavalesco carregava
que, segundo ele, vem na esteira de contar "um pouco a história que a história não conta", uma referência ao enredo da Mangueira em 2019.
Balangandãs são um artigo da joalheria negra produzida no Brasil, contou Leandro, mas o enredo olha para muito além da ideia de ornamento e objeto decorativo.
Carnavalesco da União de Maricá, Leandro Vieira. Foto: Leonardo Queiroz/Divulgação Conforme explicou, existe, por trás do balangandã, uma história de identidade, rebeldia e transgressão, que é
protagonizada por mulheres pretas que, com o ganho diário, acumularam joias transmutadas em uma espécie de poupança.
“Possibilitaram que tivessem um acesso a uma liberdade construída por elas mesmas, e não uma concedida, como reproduz a maior parte do imaginário sobre a liberdade negra no Brasil”, pontuou.
Para o carnavalesco, ao ser afirmativo, este é um enredo que tem um caráter pedagógico “por olhar para esta história de luta e transgressão com interesse de popularizar uma ideia que pode ser motivo