
Começou a circular esta semana um site que vende criptomoedas e promove distribuição de tokens (ativos digitais) para os usuários que compartilharem mensagens favoráveis ao candidato Flávio Bolsonaro
(PL), que concorre à presidência da República. O texto publicado neste site diz que, trata-se de “um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajuda às Hyperkids a concluir sua casa em
Kampala”, de acordo com reportagem publicada nesta quinta-feira (8) pelo jornal Folha de S.Paulo, Hyperkids é um grupo formado por crianças e adolescentes de Uganda que fazem danças para chamar a
atenção dos usuários de internet. O perfil tem quase 13 milhões de seguidores e faz a divulgação do esquema das criptomoedas.
No vídeo, as crianças aparecem dizendo que há “um novo token e o objetivo dele é ajudar o Brasil”. Ao final do texto, os jovens citam os nomes do deputado Nikolas Ferreira, do candidato Flávio
Bolsonaro e de Pablo Marçal, empresário que se juntou recentemente à campanha de Flávio. O Artigo 57-C da Lei das Eleições de 30 de setembro de 1997, diz que é vedada a veiculação de qualquer tipo de
propaganda eleitoral paga na internet, excetuando o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos
e seus representantes. O pesquisador Paulo Rená, do Instituto de Referência em Internet e Sociedade, avalia que a ação tem uma ilegalidade pois envolve a promessa de uma vantagem econômica atrelada a
uma campanha eleitoral. “As questões que ficam é saber quem está organizando e se a campanha tem conhecimento da iniciativa.
O fato de ela não ter nenhuma vinculação com o Brasil e não estar direcionada a uma causa nacional pode levar a crer também que seja uma estratégia para burlar a legislação eleitoral brasileira e