
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quarta-feira (15) a conclusão do julgamento sobre nomeações de parentes para cargos políticos. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do
ministro Gilmar Mendes. A data para retomada da análise do caso ainda não foi definida. Em 2008, o Supremo editou uma súmula vinculante para proibir o nepotismo no serviço público.
De acordo com o texto da decisão, a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente até terceiro grau para cargos públicos viola a Constituição.
Contudo, a Corte reconheceu meses depois que a restrição não vale para cargos de natureza política, como secretários de Estado.
A decisão permitiu que governadores e prefeitos indiquem parentes para cargos na administração estadual. O caso voltou ao Supremo por meio de um recurso para derrubar uma lei de Tupã (SP), que, em
2013, e proibiu a contratação de parentes do prefeito, vice-prefeito, secretários e vereadores na gestão municipal.
A norma contrariou o entendimento da Corte que validou as nomeações para funções políticas. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Votos Em novembro do ano passado, a Corte formou maioria de
6 votos a 1 para manter entendimento de que a nomeação de parentes para cargos de natureza política não configura nepotismo. Na sessão de hoje, o ministro Luiz Fux, relator do caso, decidiu rever
seu voto e afirmou que configura nepotismo nomeações para cargos políticos. "Hoje em dia, entendemos que não pode nomear cônjuge, companheiro, parente em linha reta.
Por que tem de nomear esses parentes?", questionou o ministro. Os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia também acompanharam o novo posicionamento de Fux.