
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou na terça-feira (19) um pedido de destaque (remessa ao plenário físico), restabelecendo a rejeição de mais um recurso
sobre a revisão da vida toda em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em julgamento virtual realizado entre os dias 1 e 11 de maio, os ministros rejeitaram, por 7 votos a 1,
um quarto embargo de declaração apresentado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM).
A decisão foi tomada na ação direta de inconstitucionalidade 2.111. O relator foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz
Fux. Apenas Toffoli votou em favor dos aposentados, no sentido de garantir a revisão de aposentadorias para quem acionou a Justiça entre os anos de 2019 e 2024.
Fachin, contudo, havia pedido destaque da ADI, medida que faria o julgamento recomeçar do zero no plenário físico, em data não definida.
Com a retirada desse destaque, volta a prevalecer o entendimento da maioria já formada, pela rejeição do recurso. Prevaleceu ao final o entendimento do relator, ministro Nunes Marques, que
considerou o recurso protelatório e afirmou que o tema já foi “amplamente debatido” pelo Supremo, que já negou mais de uma vez, em votação colegiada, o direito à revisão da vida toda. Sindicatos e
aposentados defendem que aposentados tem direito à chamada “revisão da vida toda”, que seria um recálculo total da aposentadoria com base nas contribuição feitas durante toda a vida, devido ao que
alegam ser prejuízos causados por regras de transição desfavoráveis em reformas previdenciárias do passado. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Reviravolta O Supremo chegou a dar vitória