
Uma cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou, nesta quarta-feira (1º), em Salvador, a entrega da última etapa da reforma do Teatro Castro Alves (TCA), símbolo da
produção artística brasileira. A obra recebeu investimentos totais de R$ 260 milhões e contemplou melhorias em acessibilidade, segurança, atualização tecnológica, preservação do patrimônio histórico
e sustentabilidade. As obras tiveram início em março de 2024. Desde então, o equipamento passou por melhorias e modernização da Sala Principal, do foyer, do Jardim Suspenso, do Centro Técnico, das
salas administrativas e das estruturas destinadas aos corpos artísticos residentes, incluindo o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) e a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA).
As etapas anteriores também abrangeram reforma da Concha Acústica e construção do edifício-garagem. Entre as principais melhorias na última fase da reforma estão a modernização completa da mecânica
cênica, dos sistemas de iluminação e sonorização da Sala Principal, a requalificação acústica, o restauro do foyer histórico e das fachadas, a recuperação estrutural dos camarins, a implantação de
novos elevadores e circulações acessíveis, a construção do novo Edifício Lâmina e a criação de áreas voltadas à produção cultural e à convivência do público.
"Para nós, cultura não é luxo, cultura não é desperdício, cultura é um direito, é expressão, é cidadania.
É uma formação social e um meio de transformação, de pertencimento, de turismo e de democracia", celebrou o secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, em discurso na Sala Principal, que conta
com mais de 1,5 mil lugares. "Os trabalhadores da cultura precisam de uma estrutura digna para trabalhar e o Teatro Castro Alves oferece isso", acrescentou.