
O Tesouro Nacional publicou uma nova portaria com mudanças no quarto leilão do Eco Invest Brasil, programa do governo que busca atrair investimentos para projetos sustentáveis.
As alterações atualizam regras, ampliam exigências socioambientais e dão mais tempo para que bancos interessados apresentem propostas.
A portaria também estendeu em um mês o prazo do edital para recebimento de propostas. A iniciativa é voltada principalmente para projetos de bioeconomia e turismo sustentável.
Lançada em novembro, na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém, a quarta edição do Eco Invest Brasil terá foco na Amazônia Legal.
O que mudou A nova regra traz ajustes nos critérios que definem quais projetos podem participar do leilão.
Isso inclui maior clareza sobre quais atividades são aceitas, além de mudanças no perfil dos beneficiários e nas exigências ambientais.
Na prática, o governo quer garantir que os recursos sejam destinados a projetos mais alinhados com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Contrapartida Uma das principais novidades é a exigência de uma contrapartida educacional.
Os bancos selecionados no leilão terão que investir, com recursos próprios, 1% do valor recebido em ações como: capacitação profissional; pesquisa e inovação; desenvolvimento tecnológico;
estruturação de novos projetos. Essa exigência foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na reunião da última quinta-feira (26). A ideia é fortalecer o setor e preparar mais iniciativas