Titulação de terra quilombola no Marajó é inédita, celebram ...

Quando ouviu nomes de territórios que seriam titulados pelo presidente Lula, na quinta-feira (11), a coordenadora estadual das associações das comunidades remanescentes de quilombo do Pará, Carlene

Printes, comemorou. Ela correu até o palco, abraçou Lula e celebrou durante o encontro nacional de mulheres quilombolas, no Distrito Federal.

A reunião de mais de 600 mulheres vai até este domingo (14). “A gente foi surpreendido positivamente com três decretos de territórios que a gente vem há muitos anos esperando e conseguimos alcançar

aqui neste feito histórico”, disse Carlene em entrevista à Agência Brasil. “A gente nunca teve um título no Marajó. Somos ameaçados por arrozeiros, fazendeiros e mineradoras.

A titulação é o que minimamente nos dá segurança”, destacou. Proteção Para Carlene, a titulação é um fôlego de esperança para o povo.

“Isso impacta diretamente na proteção dos nossos povos”, pois permite acesso a políticas públicas e aumenta a segurança das famílias.

O representante da comunidade de Santa Luzia, no Marajó, Hilário Moraes, presente ao evento, estava também eufórico.

“Esse decreto hoje, que o presidente Lula nos entrega, é uma resposta e um ato de reparação. Até agora estou sem acreditar”. Ele testemunha que a comunidade sofre ameaças de todos os tipos.

“De todos os eiros, sojeiros, arrozeiros, grileiros, madeireiros,” desabafou. O quilombo tem 19 famílias com território de 526 hectares.

“É uma comunidade que vive da agricultura familiar que tem essa alta disponibilidade da floresta e que a trata muito. Somos nós que mais protegemos o bioma da Amazônia”, contou.

Leia a Matéria Completa