
Passar um dia na praia com as filhas de 12 e 7 anos é a intenção da atendente de lanchonete Gessiane Roberto Vianna, de 28 anos, quando tiver mais um dia de descanso.
Trabalhando de segunda a sábado, no centro da cidade do Rio de Janeiro, ela abre um sorriso quando comenta a aprovação do fim da jornada 6x1, pela Câmara dos Deputados, na noite desta quarta-feira
(27). Os deputados deram o aval à proposta, que ainda precisa passar pelo Senado antes de começar a valer.
>> Entenda a PEC que acaba com escala 6x1: mais tempo livre e mesmo salário "É minha mãe que dá café da manhã [para as filhas], que leva para a escola, que busca, porque eu não tenho tempo", conta a
atendente, de 28 anos. Gessiane Roberto Vianna, atendente de lanchonete, exibe foto das filhas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Além das 44 horas semanais, a jornada diária inclui ainda duas
horas de transporte para ir e voltar da lanchonete, o que a afasta ainda mais da rotina familiar. “As meninas me cobram, me pedem para ir à praia, para sair com elas, ir a qualquer canto, mas eu
nunca consigo”, lamentou. O trâmite para acabar com a escala 6x1 ainda depende do Congresso Nacional, mas os trabalhadores que passarão a ter dois dias de descanso remunerado na semana já fazem
planos. Respirar o ar puro da Floresta da Tijuca ao lado do filho de 13 anos é o desejo do balconista Emerson Santos, de 43 anos. “Meu filho pede para irmos juntos.
Esse é o nosso momento de lazer: subir a montanha, pegar uma cachoeira. Mas é raro”, relatou. Emerson, que atende em uma farmácia na zona sul do Rio, pretende aumentar a frequência dos passeios com
as duas folgas, descanso que outras categorias já têm, lembra. >> Saiba como votaram os deputados na PEC que acaba com a escala 6x1 Emerson Santos pretende passar mais tempo com seu filho, Igor