"Tragédia anunciada", diz mãe de vítimas sobre barragem de B...

Sentadas no chão da Avenida Paulista, em São Paulo, crianças vão amassando a argila e fazendo pequenos vasinhos para acomodar as sementes ou as plantinhas que receberam e que futuramente vão germinar

e dar frutos. O manuseio desse barro é um ato simbólico para relembrar os sete anos de uma das maiores tragédias do país, quando 272 pessoas morreram após o rompimento da barragem da mineradora Vale,

em Brumadinho. Ato simbólico marca os sete anos do rompimento da barragem de Brumadinho- Paulo Pinto/Agência Brasil O ato foi promovido pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, entidade que foi criada

em homenagem aos dois filhos de Helena Taliberti, mortos em consequência do rompimento da barragem. Ambos estavam hospedados na Pousada Nova Estância, engolida pelos rejeitos.

Além dos filhos, Helena perdeu ainda a nora, Fernanda Damian, que estava grávida de cinco meses do primeiro filho.

Nessa mesma viagem morreram ainda o ex-marido, pai de Camila e de Luiz, que estava acompanhado de sua então esposa.

Helena Taliberti pede justiça para que tragédias como a de Brumadinho não aconteçam mais - Paulo Pinto/Agência Brasil “As crianças são o nosso futuro”, disse Helena, com os olhos em lágrimas, em

entrevista à Agência Brasil neste domingo (25). “Estou um pouco emocionada porque não vou ter netos mais.

Mas eu acho que ainda tenho obrigação de zelar pelo futuro dessas gerações para que elas entendam o que é o meio ambiente.

O meio ambiente não é lá na Amazônia, o meio ambiente não é lá no Pantanal", lamentou. A ativista ressalta a necessidade de se cuidar de todos os biomas e que a capital São Paulo está incrustada na

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