
Os protestos no Quênia contra a construção de um centro para quarentena de estadunidenses expostos ao vírus ebola no Continente Africano resultam em três mortos.
O acordo entre Estados Unidos (EUA) e Quênia tem repercutido no país da África Oriental, onde a população teme risco à saúde pública com a transferência de americanos expostos ao vírus.
Com cerca de 56 milhões de habitantes, o Quênia faz fronteira com Uganda, um dos locais do surto do ebola. O outro país onde os casos têm sido registrados é a República Democrática do Congo (RDC).
Decido à proximidade com os centros do surto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o Quênia um dos países em risco de contaminação.
Nessa terça-feira (9), manifestantes denunciaram o assassinato de mais uma pessoa em um protesto em Nairóbi, a capital do país, contra a instalação do centro de quarentena ligado aos EUA.
Na semana passada, outras duas pessoas foram mortas em protestos pelo mesmo motivo, segundo a Comissão de Direitos Humanos do Quênia (KHRC).
“A polícia destacada em Nairóbi atirou e matou um manifestante. Os moradores saíram às ruas exigindo transparência sobre a instalação de ebola apoiada pelos EUA e garantias sólidas para a proteção da
saúde pública”, diz comunicado da organização não governamental. A coordenadora do Núcleo de Estudos e Negócios Africanos (Nenaf) da ESPM, Natalia Fingermann, explicou à Agência Brasil que o Quênia
ainda não registrou qualquer caso de ebola, mas que a população teme a instalação desse centro, fruto de um acordo com o governo de Donald Trump. Os detalhes desse acordo permanecem em sigilo.
“O governo do Quênia optou, secretamente, em fazer esse acordo que o governo Trump para criar um centro de quarentena para todos os cidadãos norte-americanos no território africano que tivessem