
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, em pronunciamento veiculado em sua rede social, que a principal justificativa para o ataque ao Irã é defender os estadunidenses.
Afirmou, ainda, que o Irã jamais terá uma arma nuclear. "Nosso objetivo é defender os norte-americanos eliminando ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo cruel, de pessoas terríveis e duras",
afirmou o mandatário. Ao sinalizar estar inclinado a fazer várias demonstrações de força, Trump acrescentou que iria "destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”. “Vamos aniquilar sua
Marinha. Vamos garantir que os grupos terroristas da região não possam mais desestabilizar a região ou o mundo", afirmou.
Ainda segundo o pronunciamento de Trump, “eles [Irã] nunca terão uma arma nuclear". "Este regime logo aprenderá que ninguém deve desafiar a força e o poder das Forças Armadas dos Estados Unidos”
acrescentou. Em sua manifestação, também replicada na conta do Instagram da Casa Branca, Trump afirmou que "há pouco tempo as Forças Armadas dos EUA iniciaram uma grande operação de combate no Irã",
organizada como reação a uma sucessão de investidas. "Por 47 anos, o regime iraniano tem promovido um banho de sangue", argumentou o presidente norte-americano. Ao longo de seu pronunciamento, Trump
fez diversas menções a "pessoas inocentes" que teriam perdido a vida em arremetidas das forças iranianas, apelando, inclusive, a referências aos militares mortos em atividade. Ao citar episódios
passados, destacou a tomada de estudantes, por 444 dias, da Embaixada dos EUA em Teerã, "a primeira ação do regime", em que foram feitos reféns, e o atentado de 1983, no qual os alvos eram fuzileiros
navais. Os estudantes à frente da ocupação da embaixada, em 1979, reivindicavam a extradição do xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto, à época em tratamento médico nos Estados Unidos.