
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (18) restabelecer a condenação do vereador de Medina (MG) Ailson Batista de Figueiredo (MDB) pelo crime de violência política de gênero.
Desta forma, volta a valer a decisão da primeira instância da Justiça Eleitoral de Minas que condenou o político a um ano e seis meses de prisão, à inelegibilidade por oito anos e ao pagamento de R$
20 mil de indenização. Pelo placar unânime de 7 votos a 0, o TSE aceitou um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e derrubou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG)
que absolveu o acusado. De acordo com a acusação, o vereador proferiu ofensas em praça pública contra a vereadora eleita Tatyana Figueiredo Navarro (Republicanos) após a proclamação do resultado do
pleito, em 2024. Ailson a chamou de "vagabunda" e "safada". Prevaleceu no julgamento o voto relator, ministro Dias Toffoli.
Para o ministro, a conduta do político retrata a "cultura de humilhação" contra as mulheres. "Será que esse recorrido diria isso de um vereador homem?
Ele o fez porque era uma mulher", afirmou o ministro. Durante o julgamento, o advogado José Sad defendeu a manutenção da decisão do TRE-MG que absolveu o vereador e disse que a conduta do político
ocorreu após o anúncio do resultado das eleições. "Se o fato aconteceu após a proclamação dos eleitos, nós não temos mais o dolo específico de impedir ou dificultar a campanha eleitoral, porque a
campanha se encerrou", argumentou. Fonte: Agência Brasil