
A Copa do Mundo de 2026, em junho, com jogos previstos para Estados Unidos, México e Canadá, reunirá, pela primeira vez, 48 seleções.
São 16 vagas a mais que a última edição, no Catar, o que permitiu estreias de times no Mundial. Entre elas, a da seleção de Cabo Verde, o segundo menor país na competição, à frente da ilha caribenha
Curaçau, que também disputará a taça pela primeira vez, junto com Jordânia e Uzbequistão. Para se classificar, Cabo Verde escreveu um dos capítulos mais importantes de sua história, convocando
jogadores da diáspora, ou seja, que estavam fora do país insular. Cabo Verde é um arquipélago de dez ilhas pequenas e montanhosas, perto da costa noroeste da África, com cerca de 500 mil habitantes.
Fora desse território, divididos entre a Europa e as Américas, vivem mais 1 milhão de cabo-verdianos e seus descendentes.
“Somos um país cosmopolita que se constituiu por essa ligação entre a África, as Américas e a Europa”, explicou o jornalista e professor João Almeida Medina, da Universidade de Cabo Verde.
“As pessoas que vêm cá acabam por adaptar-se muito bem, por causa dessa travessia entre os povos”, esclareceu, em entrevista para o programa Histórias por Trás da Copa: Cabo Verde e o sonho dos
Tubarões Azuis, da Rádio UFRJ, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Há 50 anos, com a independência de Cabo Verde como colônia de Portugal, o país deu os primeiros passos no esporte.
O intelectual e líder independentista Amílcar Cabral impulsionava o sentimento nacional recorrendo ao papel de jogadores em um time.