
O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75
mil estudantes não têm a garantia desse direito. Às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende apoio institucional
às localidades para superar esse problema, destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado.
O Unicef ressalta que a situação é mais grave nas zonas rurais, onde estão localizadas 96% das escolas desabastecidas.
De acordo com o oficial de Água, Saneamento e Higiene do fundo das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Rodrigo Resende, esse é um déficit histórico que reflete os desafios para a implementação de
políticas públicas nos municípios, especialmente na Amazônia e no Semiárido. Resende recomenda que, para resolver o problema, é preciso uma soma de esforços de entes federativos e instituições para
apoiar os territórios, ampliando os investimentos e fortalecendo a capacitação de técnicos e lideranças locais.
O engajamento e a participação ativa das comunidades são essenciais, complementa o oficial do Unicef, que também defendeu soluções que respeitem as especificidades locais e priorizem fontes
renováveis de energia. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Disparidades Com o avanço no fornecimento de água no ano passado, mais de 100 mil estudantes passaram a acessar esse direito.
Em 2024, 179 mil não tinham acesso à água em 2.512 escolas públicas, número que caiu para 75 mil no ano passado.